We need to talk about Kevin

":: Carol ::, Cinema, Comportamento"   2012-01-31   11:59

Ontem fui assistir ao filme da diretora Lynne Ramsay (que pra mim, era uma desconhecida), We need to talk about Kevin (que, ALELUIA, teve o título traduzido ao pé da letra aqui no Brasil!). Já fui preparada pois os poucos amigos que assistiram me avisaram que o filme era um tapa na cara da sociedade, da forma mais dura possível. O filme é uma adaptação do best seller de mesmo título, da escritora Lionel Shriver. Também desconhecida para mim até então.

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Não sei se pelo fato de escritora e diretora serem mulheres, o filme deixa tão claro a tentativa da mãe Eva, interpretada pela maravilhosa Tilda Swinton, em ser uma boa mãe e amar seu filho, o sádico Kevin, interpretado na adolescência por Ezra Miller. Coisa de mulher…

Kevin desde criança não se relacionava bem com sua mãe. E Eva consegue deixar MUITO claro o esforço que ela faz para se dar bem com o menino. É por isso que em nenhum momento do filme você fica com raiva daquela mãe, como se ela fosse a pessoa má da história. Não, não, não. O pai permissivo (John fucking C. Reilly! say no more!) não percebe o sadismo do filho, sempre defendendo-o (”isso é coisa de menino… ele é um menino tão meigo”). E Kevin, muito bem interpretador por Ezra, faz muito bem o jogo de 2 caras com pai e mãe.

Mas Eva é uma boa mãe. E isso fica mais claro quando ela engravida pela 2a vez, agora de uma menina. E Kevin não deixa isso barato… ATENÇAO, SPOILER! Se você não sabe nada sobre o livro e sobre o filme, Kevin comete um massacre em sua escola. O filme acompanha Eva remoendo suas memórias (desde quando se casa com seu marido, o nascimento e crescimento de Kevin etc), enquanto sobrevive (no sentido literal da palavra) com um sub-emprego numa agência de turismo, a vergonha pública perante a cidade, a humilhação de encontrar os pais de filhos assassinados por Kevin e os encontros silenciosos, não por isso inexpressivos, com Kevin na prisão.

Mas assistir ao filme sabendo desse massacre não muda em nada a tensão causada pela narrativa proposta por Lynne Ramsay e pelas interpretações brilhantes de Tilda, John e Ezra. Cada segundo do filme vale  a pena.

Aqui, uma entrevista de Tilda durante o Festival de Cannes no ano passado, quando o filme participava da Competição Oficial. Quem levou a Palma de Ouro foi A Árvore da Vida, filme que eu também adorei. Mas depois de ver o Kevin, repensei muito na premiação… bom, tem o Oscar ainda de 2013!

o bapho do BBB 2012

":: Carol ::, Comportamento, Oi?, TV"   2012-01-17   18:32

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Então. Estou muito tempo sem escrever mas resolvi voltar pra comentar este começo de edição do Big Brother Brasil 2012. Todo ano, alguém que me conhece se espanta porque eu digo que AMO o BBB. Sim, sou produtora de cinema e TV, tento me colocar em projetos mais inteligentes, culturais, que façam a diferença e, PÁ, amo o BBB, acompanho o reality há exatos 12 anos. E daí? Pode me julgar à vontade, assim como eu julgo N amigos meus que assistem novela todo santo dia, durante o ano inteiro. Cada um com seu guilty pleasure.

Esta edição começou morna. Parecia que o Boninho errou a mão na escolha dos participantes. Mas né, todo começo é assim mesmo. É quando as eliminações começam que começa a fofoca, os barracos, os participantes vão mostrando a que vieram…

Mas aí, de repente aconteceu alguma coisa. Na festa de sábado dia 14/01 teve a Festa Fusion. As usual, a produção não regulou bebida e todos terminaram bem loucos. O participante Daniel deu umas investidas na colega Monique, que ficou recusando todas, diversas vezes. MUITO bêbados, ambos foram dormir na mesma cama. Aparentemente, ela o chamou pra dormir na mesma cama. A partir daí, rolou uns beijinhos, uns amassos debaixo do edredon (como em várias outras edições) e com a chegada de outro participante, Rafael (que deitou na mesma cama), a Monique capota, obviamente por estar mutcho lôca. É a partir daí que o comum “debaixo do edredon” ganha outro tom. Daniel começa a bulinar a menina sem que ela se mova, abra os olhos, fale, geme, nada. Ela está imóvel. Um estupro, com penetração, acho difícil. Agora que parece muito provável que ele meteu a mão e os dedos onde e como quis sem a permissão dela (sem que ela soubesse), parece. Dá pra ver aqui ó. Tirem suas próprias conclusões, como eu.

Bom, o bafafá em cima deste ocorrido estremeceu tudo no BBB, pelo menos na cúpula de direção do programa e da emissora. No Twitter, a hashtag #DanielExpulso ficou no trending topics no dia seguinte à festa. O casal teve uma conversa rápida sobre o ocorrido (ela dizia não se lembrar do que aconteceu, ele dizia que não rolou nada além de uns amassos), ela comentou com outra participante depois que não se lembrava do que aconteceu e que ele seria um escroto se tivesse transado com ela inconsciente e ficou por isso. Mas a pressão fora da casa já estava altíssima. 2 dias depois, Bial anunciou ao vivo que Daniel estava expulso do programa… e o “show deve continuar”. OI!?

Agora tem 2 “facções”rolando nas redes sociais: uma defendendo a Monique, outra defendendo o Daniel. A 1a, como eu, acredita que a menina estava desacordada, apagada, capotada de sono e álcool durante a 2a parte dos amassos fornecidos por Daniel. A 2a defende Daniel alegando que é racismo da produção da Globo e da população e, PASMEM, chamam a Monique de vagabunda, rodada, que ela não presta, que ela dá pra qualquer um… olha aqui!

Assim, ao meu ver, foda-se que ela já deu pra 10, 20, 500, 1 mil, 1 milhão de caras. Caguei pro passado da menina. Assim como eu caguei se o Daniel foi um cara sempre bom, muito trabalhador, de respeito. O que aconteceu esta semana é o que está em pauta. Não se pode julgar a menina porque ela já saiu com o Ronaldinho (OI!?). Pra mim, ela estava completamente desacordada e o Daniel, seja negro, seja loiro, seja chinês, seja o Brad Pitt, se aproveitou dela enquanto ela não tinha noção do que estava acontecendo.

Mas, a história está dando umas reviravoltas e agora ela disse à Polícia que tudo foi consentido.

O que a Monique vai querer fazer ao sair da casa, o que o Daniel vai fazer quando for liberado do isolamento da Globo, só eles sabem. Enquanto isso, aqui “fora”, opiniões e suposições chovem sobre o fato. Se o Boninho agiu certo ou errado ao tirar o Daniel sem dar chance de defesa pra ele, se o Boninho cedeu à pressão de espectadores e internautas, se Boninho devia ter tirado os 2 e não só ele, se se se…  olha só uma declaração do Boninho: “Foi uma decisão f.d.p. Não tenho prova, não sou juiz, não posso dizer que o cara estuprou ou abusou. Foi uma decisão muito difícil”. FODA. Pois com esta decisão, Boninho e Globo assinaram um atestado de “estuprador” pro Daniel, pra sempre. Mesmo que o cara seja inocente. FODA, NÉ?

Mas o que eu ACHO é que o cara se aproveitou sim. E eu também ACHO que não adianta tentar defender ele ou ela, tentando justificar as ações dos outros com agressões verbais, julgamentos premeditados baseados em histórias passadas dos dois. Não é xingando ele ou ela que a verdade vai aparecer, e que eu ou você vamos parecer super corretos na frente do mundo. Cada um com seu guilty pleasure e cada um no seu quadrado (já dizia a música de Sharon).

THE COSMOPOLITAN DIGITAL EXPERIENCE

":: Luci ::, Design, Tecnologia"   2011-08-30   00:16

The Cosmopolitan é um resort, cassino e hotel de Las Vegas.

Este ambiente poético-tecnológico imersivo, foi criado com a intenção de trazer experências únicas para seus hóspedes, como se pode ver no video.. O teto é todo espelhado, dando a impressão de infinito… São mais de 500 telas espalhadas pelo hall, elevadores, cassino. É tudo lindo e impressionante.

Este projeto foi Gran Prix na categoria Design, no Festival de Cannes deste ano e foi criado pelo coletivo Digital Kitchen, composto por um time multidisciplinar de artistas, designers, engenheiros e afins, com sedes em Seattle, Chicago e Los Angeles.

Assista o videocase, ele já diz tudo:

Mais informações, aqui.

Limousine dos Desejos

":: Luci ::, Campanhas Publicitárias, internet"   2011-08-27   15:00

www.limousinedosdesejos.com.br

Depois de muito tempo sem postar, volto com uma novidade, uma bebida criada especialmente para mulheres.

Eu, como diretora de arte e o redator Armando Araujo, da F.biz (design é do Victor Leão.), criamos uma Campanha de lançamento e Concurso Cultural para um novo produto de Dreher (do famoso “Desce macio e reanima”). Dreher Cremoso é uma combinação de chocolate com creme irlandês e tem 21% de teor alcoólico. Eu já tomei e posso dizer, é beem gostoso…

Para concorrer a um passeio de Limousine com suas amigas, você precisa responder a pergunta: “Por que essa combinação de amigas me reanima?”. Durante o passeio, terão 4 pit stops com surpresas que vão acabar em um show. Dentro da Limousine vai ter coisas que toda mulher gosta, DJ tocando suas músicas preferidas, vários aperitivos, um fotógrafo e cameraman registrando todos os momentos, e claro, muito Dreher Cremoso, hehe.

Para saber mais: www.limousinedosdesejos.com.br

Top Five 11 - alguns shows…

":: Carol ::, Música"   2011-07-29   18:54

Top Five difícil… eu tenho este TOC sabe, guardo ingressos de cinema, passagens de viagens, ingressos de shows… este post tá sendo atualizado há pelo menos 1 ano. Sério. É MUITO difícil fazer um top five desse, muito!!! Ontem abri minha caixinha de ingressos mais uma vez e decidi colocar um ponto final nisso. Por enquanto, né. Porque pode aparecer outro show e tomar o lugar do meu top 1…. ou não, do top 3.  Ai, não vamos pensar nisso por enquanto. AGORA, este é meu top five em 29 de julho de 2011. Daqui uns meses, uns anos, a gente conversa de novo…

5 - Beastie Boys, Tim Festival - RJ, 29/10/2006. Lá fui eu com Maria Eugênia (e Luh, mas a Luh ficou um pouco afastada de nós por um bom motivo, vocês entenderão) ficar grudada na grade esperando os caras do Beastie Boys pisarem no palco. Mas assim, gru-da-das MESMO. Na hora que os tiozinhos pisaram no palco (tiozinhos né, ali eles já tinham passado a barreira dos 40 anos), eu e Eug já estávamos amassadas contra as grades, gritando horrores, acho que mais de emoção do que de dor. E olha que eu nem sou lá tãoooo fã, não que nem a Eug. “Body Movin” e “No Sleep Till Brooklin” quase quebraram aquele piso falso no Marina da Glória. E o show inteiro foi assim, grudadas na grade, de cara pro palco, pros caras, inesquecível. Só lembro que no fim surgiu uma bateria no palco e os caras me mandam “Intergalactic” e “Sabotage”, WOW = o Marina da Glória desabou (mentira).

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4 - Phoenix (e Pavement), Festival Planeta Terra - SP, 20/11/10. Planeta Terra, Playcenter, todos meus amigos queridos, um dos melhores festivais de música do Brasil (FORA a cagada deste ano em se associar ao Tickets for Fun na venda dos ingressos tsc tsc tsc). Tudo bem que a colocaram Phoenix no mesmo horário do Passion Pit, mas fiquei lá com André, pertinho do palco também, pra ver esta banda que fiquei fã bem depois deles virem pra cá pela 1a vez (no Nokia Trends 2007).  E aí Thomas Mars me entra no palco já nos acordes iniciais de Lisztomania - PÁ! ELES COMEÇARAM O SHOW COM LISZTOMANIA! É aquele show daquele banda que você sabe todas as músicas de cor, cantei e gritei em todas mesmo (e todo mundo do meu lado tava fazendo a mesma coisa, feliiiiiz). E pra terminar melhor ainda, manda a 1901 e o Thomas ainda mergulha nos fãs E EU E ANDRÉ CARREGAMOS A PESSOA UM TEMPINHO. Desculpa aí, mas eu tenho essa imagem na minha cabeça :) E olha, ainda teve Pavement no mesmo dia tocando Range Life. Chorei.

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3 - Arcade Fire, Tim Festival RJ e SP, 22 e 23/10/05. Eu não tenho como explicar aquele show. Melhor, aqueles shows, porque eu, Potatoe e Linão fomos voando do Rio pra SP, literalmente, pegar o segundo show deles no Brasil, também no Tim Festival só que em SP. Eles me abriram o show com “Wake Up” e foi uma catarse no palco daqueles 8 integrantes, quase um orgasmo com o público. Um dos momentos mais lindos que eu tenho na memória, de chorar mesmo quando eu lembro. Lindo lindo lindo. Só digo, repito isso.

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2 -Radiohead, RJ e SP, 20 e 22/03/2009. Lembra quando a MTV e as rádios SÓ tocavam Creep? Ou você não era uma dolescente nessa época ainda? Pois eu era e gravei Creep direto da rádio e ficava rebobinando loucamente a danada da fitinha para escutar non-stop o Thom Yorke cantarolando “You are so fucking special!” E desde então minha vidinha nunca mais foi a mesma se eu não estivesse choramingando com qualquer música deprê da banda, correndo atrás do novo CD. E quando eu soube que eles viriam ao Brasil, AI MÊO DÊOS, não pensei 2x e comprei os ingressos pro show de Rio e SP. O show do Rio foi melhor em um sentido: meio vazio. Quando cheguei, grande parte do público já estava indo embora (os fanáticos por Los Hermanos queriam ver o show de volta da banda), então foi uma delícia ver Radiohead de pertinho, sem bagunça. E o show do Rio rendeu um encontro delícia meu e de Fabi, no meio do público, do nada, com o querido DP, vulgo Daniel Prado, que rendeu este vídeo aqui ó hehehe. Agora SP foi aquele absurdo né. Cheeeeeeeio, todos esperando ver o Thom. E o palco era aquela coisa simples mas linda, super bem iluminado… Foi muito muito muito foda ver estes 2 shows, acompanhada dos melhores amigos évar e cantando TODAS as músicas juntinho e de olhos fechados com o feinho do Thom <3 Muito amor!

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1 - Paul McCartney, SP, 20/11/2010. E eu não teria outra opção no primeiríssimo lugar, do que escolher Paul McCartney no Brasil. O drama já começa na hora de comprar os ingressos, via site, aquela loucura. Sistema caindo, não finalizando nada… no 1a dia de pré-venda, tudo se esgotou em minutos e eu terminei a noite chorando, sim, CHORANDO, porque não havia conseguido meu ingresso. Mas tá, conseguimos. Não preciso falar do meu amor por Beatles (apesar de John ser o meu preferido) e como foi emocionante ver o Paul ali (no telão hehehe), cantando as músicas que eu escuto desde minha infância (com meu pai cantarolando algo), um cara que antes mesmo de eu existir, já era um puta sucesso no mundo inteiro com músicas lindas. Eu chorei o show inteiro, sem brincadeira, foi MUITA emoção pro meu pobre coraçãozinho. O mais legal é que presenteei minha irmã amada e meu cunhado com os ingressos deles. Não haveria melhor companhia pra este show <3 (e, como sempre, encontrei DP e Juju, do nada no meio do Morumbi, que ficaram com a gente o tempo inteiro também).

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One Day

":: Carol ::, Cinema"   2011-05-03   13:26

Eu a-d-o-r-o um filme de romance, aquele bem água com açúcar, sabe? Adoro ver as mulherzinhas e os homenzinhos chorando, se descabelando, encontrando um amor, separando, reencontrando, ADORO! Se tem uma lição de roteiro que é universal, é esta: coloque uma historinha de amor no seu filme e pronto, conquistou milhares de espectadores! Não tem como não funcionar!

E vem aí mais um que parece ser um pote de lágrimas (ou seria eu uma pessoa que chora demais!?): One Day. E olha só que casal mais fofo de protagonistas: Anne Hattaway e Jim fucking Sturgess. A diretora dinamarquesa, Lone Scherfig, dirigiu nada mais nada menos que o incrível An Education, é disso que você precisa saber dela. Anne é daquelas atrizes bonitas, engraçadas, talentosas e que só vem crescendo. Começou sua carreira no cinema com The Princess Diaries (sim, eu gosto deste filme!), entre um filme e outro, deslizou no Rachel Getting Married e este ano apresentou nada mais nada menos que a premiação do Oscar ao lado de James Franco (suspiros!). Jim, canta Girl (dos Beatles) no filme Across the Universe. PÁ! Isso já faz você amá-lo forever and ever.

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A história de One Day é sobre um casal, Emma e Dexter, que passam a noite juntos na graduação da faculdade, mas resolvem ser amigos e sempre tentam se encontrar neste mesmo dia, ano após ano…. sente o clima no trailer! Bloco da Ansiedade chamando! ;)

Win Win

":: Carol ::, Cinema"   2011-04-18   13:31

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Tá aí Sundance pra nos trazer mais um filminho bem bacana (pelo menos, é o que parece): Win Win de Tom McCarthy. Conhece esse diretor aí, não!? O conheço por causa do The Station Agent, filme beeeem engraçado. O outro dele, The Visitor, pra mim é um grande fiasco (apesar de N Festivais N indicações e N prêmios que o filme ganhou. filme chato, sabe?).

E o filme tem o queridíssimo, talentosíssimo e caricata Paul Giamatti, que dentre tantas atuações, tem as minhas preferidas em Sideways e American Splendor. E também tem na trilha sonora, The National com a arrasadora Think You Can Wait. Agora é esperar o lançamento no Brasil pela querida Fox Film.

Trailer aqui ó.

Segura essa Carine

":: Eug ::, Moda"   2011-03-12   00:21

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Quando resolvi começar esse blog era porque queria expôr aqui coisas que eu não tinha muito com quem conversar. Desde alguma bobeira que me aconteceu no trânsito até absurdos do mundo da moda passando por momentos que abri meu coração por algum desapontamento, tristeza, surpresa, alegria….qualquer que seja o motivo esse espaço é meu (e das minhas amigas que também escreve o blog, claro)!

Sendo assim, quero muito dividir aqui, sobre a minha tristeza do que estão fazendo com a Carine Roitfeld (ex-Vogue Paris). Quando conto para qualquer pessoa, ninguém dá a mínima e para mim, esse assunto é tão importante. Porque moda para mim, é onde me identifico, onde crio, onde me vejo, onde reflito sobre o mundo e como as pessoas reagem sobre roupas e glamour.

Li uma matéria falando que o Jonathan Newhouse - chefão da Conde Nast - mandou um email para TODAS as marcas mais fodásticas do mundo pedindo para que a Carine não fosse convidada para os desfiles de moda de NY, Paris, Milão e Londres. Ainda, de acordo com a tal matéria, Carine, que esteve no desfile da Balenciaga, estaria marcando encontros antes/depois dos desfiles para poder ver as coleções. Ainda bem que ela tem esse poder. Ainda bem que os estilistas não estão sendo cuzões.

Mas tem tantas formas que a gente pode interpretar isso - tipo de frente e sem paternalismo: Conde Nast a.k.a. pica das galáxias querendo provar que quem nem deus é deus sem uma grande publisher por trás. Tipo, a Carine não é ninguém sem a Conde Nast bancando a bronca; a gente pode entender que a turma do Newhouse está com o cú na mão de medo do que Carine pode fazer com a informação de moda - para onde ela vai? já estão rolando boatos de que ela vai abrir a Harper’s Bazaar francesa, vai para YSL (porque não é novidade que querem demitir o Stefano Pilatti) ou, ainda, que vai para Dior junto com Ricardo TIsci. Seja lá a especulação que for (e, por favor, não pense que eu também não adoro uma fofoquinha+especulação) minha decepção não é com o final, mas com o meio, como serão os acontecimentos até o final.

Como a Conde Nast acredita que pode decidir o futuro da moda assim, dizem quem pode e quem não pode ser convidado para um desfile? Quem pode ter acesso à informação? É assim? A maior revista de moda do mundo, a Vogue, que certamente decide tudo aquilo que vamos usar, comer, gostar, assistir tem esse tipo de restrição a informação. Imagina as coisas que acontecem que nem ficamos sabendo…

Não estou defendendo a Carine. Sei que ela é uma bruxa e honestamente, quanto mais velha fico mais me distancio da ideia de mal e bem. De que só existe um na ausência do outro enquanto, de fato, um não existe sem o outro.

Inclusive, acredito que Carine esteja meio desequilabrada mesmo. Acho que está urgentemente precisando de Lacan (sim, terapia) e, conforme for, uns tarjas pretas para ajudar na caminhada.

Só não acredito na forma como tudo isso está sendo conduzido. Na base da fofoca, humilhação, conversinha de corredor, olhares recriminatórios. Deixa ela. Já deve estar sofrendo o suficiente por ter sido publicamente demitida da revista. Logo ela, que era a alma da Vogue francesa.

Vou fazer uma outra alusão que, veio à minha mente, assim que ouvi essa história: quando a Alemanha perdeu a primeira guerra mundial foi tão humilhada, apedrejada e individade pelo resto da comunidade mundial que surgiu espaço para um nacionalismo sem freios e, junto dele, Hitler. É pesada a hisória e provavelmente não tem nada a ver (deve até arrancar umas risadas irônicas de quem ler esse texto), mas por algum motivo, foi essa a imagem que veio a minha cabeça.

**

Conheci Carine duas vezes. Da primeira vez, logo depois de um desfile de Mulberry fui tentar conversar com a editrix (editora+dominatrix) e ela com aquele olhar gelado me disse: ‘ I don’t interviews’.  O melhor foi a escolha das palavras, não é ‘I don’t give interviews’. Ela usou o ‘do‘. Como algo descartável. Um objeto sem importância. Como se ela fosse muito, mas muito acima daquilo tudo.

Da segunda vez, estava saindo do desfile do Paul Smith ela estava na minha frente sob as asas protetoras do incrível Mario Testino. Lembro de olhar sua sandália de cetim roxa. Salto super fino. Um vestido preto com um casaco de onça por cima. Ela transpirava sexualidade. Acho que nunca fique perto de uma pessoa com tanta energia sexual, sensual, potencial criativo na minha vida. Exala.

Happy Valentine’s Day

":: Eug ::, Besteira"   2011-02-14   18:55

Posso escolher mais do que um cupido?

Foto: NYTimes

Bowie: a biography

":: Carol ::, Consumo, Livros, Música"   2011-02-01   15:07

Fazia tempo que eu não devorava um livro com tanto prazer. Já começa pelo personagem principal, David Bowie. Quem escreve a biografia do ‘Camaleão’ é Marc Spitz, jornalista especializado em música.

Não vou me aprofundar aqui no Bowie ou no Spitz. Mas quero simplesmnete indicar à você, querido leitor deste blog, que compre este livro, peça emprestado ao seu amigo, namorado e desfrute desta leitura tão gostosa. Mesmo não sendo um super fã do Bowie, conhecendo poucas músicas dele… esta biografia não tem a intenção e em nenhum momento se aprofunda em fofocas, detalhes mórbidos, histórias improváveis de serem verdade sobre Bowie. O livro tem como objetivo principal (e Spitz consegue fazer bem isso) mostrar como certas pessoas, certos lugares, certas cidades e países, certas outras bandas, certos momentos, influenciaram toda a música de David Bowie. E isso passando desde sua infância até os dias atuais. Então, sim, temos Angie, temos Iggy, temos Iman, e vários outras celebrities que de alguma maneira influenciaram a música de Bowie.

E tem outro detalhe:

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pra quem começa um livro assim…

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… e termina com ESTA foto…

… merece o meu respeito e minha (sua) leitura.