um pulinho ali, em 2009…

inglourious_basterds

Post atrasadérrimo, é verdade. Mas sei lá porque eu demorei tanto a assistir Bastardos Inglórios (Inglorius Basterds, tradução literal, graças!) do Quentin Tarantino, que estreou no Brasil em Novembro do ano passado. E ontem fui debaixo de chuva ao HSBC Belas Artes (dica bacana: na 2a feira o Belas Artes faz ingresso inteiro a R$ 8,00 e meia a R$ 4,00, have fun!) para ver a única sessão diária do filme neste cinema. E pode chover o quanto quiser, a corrida com o guarda-chuva valeu a pena.

Acho que fiquei um pouco preguiçosa com o tema. Mais um filme sobre a 2a Guerra Mundial, sobre os Nazistas, sobre Hitler… mas, é Tarantino. E você pode até estar cansado dos filmes sanguinários dele a la Kill Bill, mas eu tenho esse pensamento em mente, tem diretores que TEM que ser vistos. Não só pelo o que já fizeram, mas pelo o que eles ainda podem fazer. Obviamente, você pode se decepcionar ora ou outra, ou várias vezes, até desistir de ver qualquer filme de determinado diretor (assim como eu, já cansada do Almódovar). Mas dessa vez, Tarantino volta à velha forma, aquela de seus 2 primeiros filmes, Reservoir Dogs (meu preferido, de longe!) e Pulp Fiction, o filme que realmente o fez ser reconhecido mundialmente, com direito a Palma de Ouro em Cannes e tudo mais.

O protagonista é a personagem de Brad Pitt, o Tenente Aldo Raine, americano e líder do grupo Bastardos Inglórios, que tem como missão matar, da maneira mais cruel possível, o maior número de alemães nazistas na 2a Guerra. Às mulheres que esperam ver um Brad Pitt lindo, sedutor, charmoso e com os músculos à mostra, melhor alugar Fight Club e ver de novo em casa. Brad está bem vestido, com um sotaque carregadíssimo do Tennessee e numa atuação que deve lhe render indicações ao Globo de Ouro e Oscar deste ano. Paralelamente à história dos Bastardos, temos a personagem de Shosanna (intrepretada por Melánie Laurent), uma judia que viu sua família ser morta pelos nazistas e, dona de um cinema, planeja sua vingança contra o grande antagonista (fora o próprio Hitler, nem tão presente assim no filme), o Coronel Nazista Hans Landa, interpretado bri-lhan-te-men-te aqui por Christoph Waltz, e que une as 2 histórias no filme.

Okay, parece mesmo ser só mais um filme sobre a 2a Guerra e os nazistas… aí que você se engana. Fora as grandes atuações deste filme, o roteiro surpreende com diálogos certeiros (a 1a cena do filme é sensacional) e um final nada fiel aos livros de História Mundial. A divisão em capítulos do filme e créditos aos personagens ilustrando a telona são as marcas já registradas de Tarantino, presentes também aqui.

Se você ainda não viu, em SP o filme ainda está em cartaz em 4 cinemas, somente 1 sessão por dia. No RJ, somente em 2 salas. Corram! E ainda tem a opção de download, no Isohunt. Mas te garanto que na telona é bem melhor ;) Site do filme.


One Response to “um pulinho ali, em 2009…”

  1. aê!



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