J.D. Salinger

catcherintherye

J.D. Salinger morreu na última quarta feira.

Quando li o Apanhador no Campo de Centeio (The Catcher in the Rye) pela primeira vez confesso que não entendi. Era muito nova e tinha vivido pouco.

Fui relê-lo quando estava fazendo cursinho. Uma amiga me emprestou um original em inglês. Mudou minha vida. Muito tempo depois de terminado o livro, imaginava-me no lugar de Holden Caulfield (personagem principal). Incrível pensar que um romance escrito em 1951 esteja assustadoramente atual nos anos 2000.

Me identifiquei muito com Holden por causa da época que vivia : cursinho -  em um ano tinha que resolver o que queria para o resto da vida. Me sentia sozinha, miserável e absolutamente perdida.

A forma como Holden passa os dias depois de ser expulso da Pencey Prep – as mais bizarras experiêncas – aquela cena da brincadeira no trem em que o amigo dele morre, juro, nunca saiu da minha cabeça. Acima disso, a forma como Salindger descreve o mundo, as experiências, a maldade, as personagens – tudo  contribuiu muito para eu acabar com uma maldita mania de achar de dividir as pessoas em boas e ruins – esquecendo que o meio entre esses dois extremos tem tanta coisa….Alem da mensagem final em que o autor alerta seus leitores sobre a nostalgia e a vontade de reviver tempos que ja se foram….

Depois do sucesso do livro, Salindger resolveu que não queria viver nada daquilo e simplesmente sumiu da vida pública. E até sua morte passou despercebida….


2 Responses to “J.D. Salinger”

  1. Beibe, para mim, o melhor do livro é a forma simples de mostrar que a vida é feita de momentos de solidão e insatisfação; e que esses momentos são imprescindíveis e doem intensamente para cada um de nós. Mas eles passam e voltam e a gente vai, assim, meio que tateando um ‘caminho do meio’.

    PS:Ó, aqui no Brasil todo mundo deu a morte dele e a releitura que estava produzindo. Tem gente fazendo matéria especial sobre o cara.



  2. deu vontade de reler…



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