Holly Futon

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Na temporada Primavera-Verão 10, ou seja, setembro do ano passado, Holly Futon foi uma das sensações de Londres. Quando vi sua apresentação fiquei super emocionada. Belíssima e com aquela cara de novo, nunca visto - tudo que a gente mais ama na moda.

Nessa temporada, porém, ela não teve tanta atenção. Talvez por repetir seus tradicionais prints, a apresentação não tenha feito a cabeça de muita gente. Ou, pelo simples fato de que toda temporada todo mundo está sempre procurando o que é mais novo, mais legal mais mais mais….obviamente algo de 2009 não pode ser hype em 2010 (bobagem!).

Eu sou fã da moça. Acho as prints dela incríveis e confesso que foi até um pouco difícil de conversar com ela porque admiro muito seu trabalho - tive que fazer força para não parecer fã.

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Sim, os prints são parecidos com Setembro mas existe ainda uma cara de novo, de ‘daring’. Ela deu uma sofisticada no look ao fazer o styling com tênis. Além disso, adorei os amplos volumes dos camisões e vestidos.

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Seus prints têm um toque de totem. Eles são maciços, urbanos, poluídos.

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Quando vi essa bolsa, na hora me veio a mente o guetto blaster. Ele, unido ao look com tênis, não podia errar: Holly têm influências Hip Hop. Perguntei para a estilista e como havia constatado: “Amo Hip Hop. Talvez não tenha uma ligação direta, obviamente, não fiz essa construção pensando no guetto blaster mas é mais do que natural que os elementos do Hip Hop estejam presentes de alguma forma nas minhas criações. Eles fazem parte do meu imaginário e das coisas que gosto”.

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Desculpa porque a foto não está muito boa. Mas acho que a beleza do vestido superam a falta de habilidade da fotógrafa. Quase como num jogo de dominó, a forma como Holly constrói suas peças são intensas e nada abstratas. Quase como blocos de concreto no meio do seu caminho que não tem como ignorar….

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Por último, os sapatos. Numa colaboração com Christian Louboutin, os sapatos com cadarço tem meio cara de tênis, meio bota.

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Por último, essa bobeirinha lúdica. O som tava incrível e depois do desfile, a DJ continuava mandando super bem - ignorando o fato de que a sala estava vazia. Ela fazia tudo com tanta paixão que ficou quase poético: os faxineiros limpando a sala e ela completamente avessa a qualquer coisa do mundo exterior…

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